quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Escritora de si mesma

Escritora de si mesma

“Escreveu tudo que ela queria escrever, mesmo assim não lhe faltam palavras...”

Assim começa seu romance.

Tem inveja de Clarice.

Escrever é pra ela como um exercício sem citação acadêmica, não precisa, ela acha que cria o novo. Ela é poesia.
Na verdade (uma verdade escolhida por ela) poesia é:
Só agonia das palavras querendo sair dos dedos, namorando o teclado, trepando com o mouse, gozando na tela, deleitando sua voyeur: a escritora de si mesma.
Todo mundo devia ser escritora de si mesma.
Há quem sabe, quem sinta, quem transborde o papel de tudo que todo mundo queria dizer.

Há também quem ame o que escreve porque é apaixonada pelo sonho de ser o que não é.
Escritora...
Enquanto se quer ser se é. Saem palavras, é escritora.
Quem inventou as regras? O padrão de qualidade?
Ela consome seus escritos e tudo que é escrivido é.

Faz literatura pra si. Completa-se: escreve lê, analisa, faz a crítica, só não publica. 

Publico então!

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